Sunday, February 18, 2007

arte brasileira na alemanha

se você já conhece, curta

se não, visite: http://iara-simonetti.de


e veja um pouco do que Iara anda fazendo:









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Saturday, February 17, 2007

viver perigosamente...

se você curte escalada, visite o site do Tiago
http://www.escaladabrasil.com
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Marina Bendochi Alves

Para não deixar de visitar

aqui vai um aperitivo
o link é http://www.mabenal.de.tl/



Marina Bendochi Alves


Wednesday, August 30, 2006

Dicas de pesquisa on-line


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Alguns sites que disponibilizam material para pesquisas específicas:

O Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas pôs no ar sua Biblioteca Digital de Ciências, com artigos, imagens, links, apostilas, softwares e teses. Há também fóruns de discussão no link www.ib.unicamp.br/lte/

O livro virtual "Tecendo Redes – Parcerias que fazem História", com experiências de trabalho conjunto entre escolas e ONGs, está disponível para download em http://www.cenpec.org.br

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa)lançou a Revista Latino-Americana de Probabilidade e Estatística (Alea). Contém artigos de pesquisa em teoria da probabilidade e estatística. Pode ser acessada em http://alea.impa.br

No Atlas de Saúde do Brasil há indicadores de 2000 a 2006, por estados ou municípios. Link: http://www.saude.gov.br/svs/atlas

A British Library of Development Studies (BLDS)tem a maior coleção para pesquisa social e econômica em países em desenvolvimento. É possível consultar o catálogo on-line e pedir um documento que, escaneado, é remetido por correio ou e-mail.O serviço é gratuito, mas é oferecido apenas a institutos de pesquisa, no link blds.ids.ac.uk/blds/search/search.html

Saturday, April 01, 2006

Cultura e riqueza*

A Terra abriga cinco mil grupos étnicos - a maior parte deles minoritários - em cerca de 200 países.

Há um professor argentino, diretor do programa de estudos sobre cultura urbana na Universidade Autônoma Metropolitana do México, Néstor Canclini, que coleciona informações sobre a absoluta ignorância das pessoas acerca da riqueza cultural alheia, fruto de um monopólio danoso. A indústria audiovisual é a maior exportadora dos Estados Unidos. Fatura 60 bilhões de dólares por ano. Desde a década de 1990, seis empresas transnacionais tomaram conta de 96% do mercado mundial de música. Compraram pequenas gravadoras e editoras em países latino-americanos, africanos e asiáticos. No que se refere ao cinema, mais de 90% das telas norte-americanas só exibem filmes feitos no próprio país - e 85% das fitas exibidas no planeta brotam de Hollywood.

Informações da Organização Mundial do Comércio (OMC) dão conta de que o faturamento das indústrias criativas no mercado internacional duplicou nos primeiros três anos do século XXI. Segundo os cálculos dos especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU), a economia criativa, que envolve setores como teatro, artesanato, televisão, cinema, entre muitos outros, é responsável por 7% da riqueza produzida no mundo. Essa, no entanto, é uma média. Esconde disparidades.

Pelas contas da Unesco, o Reino Unido, os Estados Unidos e a China produzem 40% dos bens culturais negociados no planeta -- entre eles livros, CDs, filmes, videogames e esculturas. As vendas da América Latina e da África, somadas, não chegam a 4%. No Brasil, os cálculos indicam que o PIB Cultural contribui com apenas 1% da riqueza nacional.

A cultura é uma das áreas em que a mão invisível do mercado, de que Adam Smith falava no século XVIII, é realmente invisível. E inoperante.

Na França o departamento de pesquisas do Ministério da Cultura foi criado em 1959. Ali, 40% das músicas tocadas pelas emissoras de rádio têm de ser em idioma francês. O escritório dedicado a cuidar da exportação da produção musical foi criado em 1993, e está presente em Nova York, Londres, Berlim e Paris. O volume de vendas saltou de 1,5 milhão de CDs em 1992 para mais de 39 milhões em 2000. O governo subsidia a produção de filmes para televisão e as expressões culturais do povo gaulês.

No Reino Unido, a expressão “Creative Britain” foi cunhada em 1997. Os órgãos públicos fomaram parcerias com o setor privado para impulsionar as indústrias criativas. Em 2002, o setor representou 4,2% dos produtos e serviços exportados pelo país - e o crescimento das vendas externas é, em média, de 13% ao ano. Essa turma criou cerca de 8% da riqueza produzida em 2003. Os dados são do ministério das Indústrias Criativas.

O Canadá passou a liberar verba pública para programas de treinamento, abertura de empresas e criação de empregos no setor em 1980. Treze anos depois, constatou-se que cada dólar aplicado em atividades relacionadas à cultura gera 3,2 dólares na atividade econômica como um todo.

Na Argentina existe uma autarquia que recolhe 10% do faturamento dos cinemas, 10% das locadoras de vídeos e impostos pagos pela publicidade para subsidiar a produção de filmes. Resultado: em 2003, o país produziu 50 longas-metragens, o dobro da média registrada entre 1980 e 1990. O Egito estimula parcerias público-privadas para financiar a infra-estrutura da indústria cinematográfica. E na Hungria, 6% das receitas das emissoras de televisão são direcionados à produção de filmes nacionais.

Diversidade e cultura podem gerar riqueza. CQD.

Eliana Simonetti

* Uma versão desse texto foi publicada na revista Desafios do Desenvolvimento (www.desafios.org.br), do Ipea e do Pnud, em fevereiro de 2006